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 No País Das Maravilhas Virtuais

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Steve
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Data de inscrição : 09/11/2007
Idade : 25
Localização : Croghan

MensagemAssunto: No País Das Maravilhas Virtuais   Dom Nov 11, 2007 2:39 pm

Esse conto foi escrito pelo irmão da minha irmã por parte de pai. Eu sou irmão da minha irmã por parte de mãe, por isso não sou irmão dele. Sacaram? Não? Foda-se.

O conto é um pouco grande, mas vale a pena.

Segue aqui o blog dele: http://www.lobatodumond.blogspot.com/

No País Das Maravilhas Virtuais

Meus olhos custaram a abrir. Sentia todo o peso das pálpebras sobre meus olhos. Um certo desconforto embaçava minhas retinas. Meu corpo sentira o cansaço destes últimos dias de folia. A cerveja e os bagulhos acumularam-se todos em meus sentidos. Tudo agora fazia mais sentido, o que me fez rir olhando para o teto. Cocei a vista com os punhos e fiquei de pé num segundo. Acordei com um puta tesão de mijo, fui no Box e dei uma grande esguichada, é quase impossível mijar de pau duro. Conferi as horas no celular; eram oito da manhã. O tempo massacrava meus segundos enquanto eu ainda tentava situar meus pés no chão. Olhei pra toda casa e vi a zona que se encontrava meu apartamento. Quadros jogados em todos os cantos, papeladas abandonados na escrivaninha do quarto, a cama sempre desarrumada, uma terrível desordem em lugar dos móveis. Cocei o saco e caminhei ao redor da sala estragada pela minha preguiça. Não havia muitos móveis no cômodo. Apenas o suficiente; cama, computador, televisão e uma estante de livros de bolso, onde também descansava uma televisão e um aparelho de DVD. Claro que as telas infectavam todo espaço possível. Muitos dos quadros estavam inacabados. Liguei o computador e fui tomar um banho frio. A água arrepiou cada vértebra de minha coluna, no mesmo instante o coração decola e sobe engasgando a boca. O sabão estava no fim, teria que comprar alguns pacotes. Anotei em minha agenda mental e terminei meu banho, sem punheta desta vez. Enxuguei numa pressa absurda, deixando as costas ainda molhada, vesti uma cueca, e observando tudo a minha volta, procurando algo que nem eu sabia do que se trata, a achei reluzente sob a luz da persiana pendida. No cinzeiro perto da estante, encontrava-se a ponta das pontas. Havia me esquecido dela; a justiceira das manhãs. A luz invadia a fresta da persiana e iluminava, entre as sombras da sala, justamente o baseado no cinzeiro. Acendi e fiquei na frente do computador fumando. Iniciei o MSN, entrei no orkut, abri o jornal de hoje e entrei nos meus e-mails. A maioria das coisas eram lixos virtuais. Vi que Fábio estava On Line. Até tentei puxar um assunto, mas ele parecia não responder. Ninguém notou minha presença no mundo virtual, então ignorei a todos e segui lendo todo o lixo; corrupção, aquecimento global, guerra no Iraque, tortura, tráfico de drogas, verba mal aplicada, caixa dois, prêmios inúteis, términos de namoros entre famosos que nunca começaram de verdade, famosos escrotos, famosos interessantes, quem vendeu, quem comprou, mortos e mortes, desgraças, ciclones, catástrofes, quedas de aviões, corrupção, DNA, clone, transplantes de cérebro, sapos transparentes, genética, a própria Internet, descobertas arqueológicas, novos filmes, novos atores, grandes cineastas, excentricidades, loucura, automobilismo, futebol...Opa! Vou parar nesta matéria; Flamengo vence mais uma e está mais próximo da final com o Vasco. Isso realmente me alegrou. Continuei com o meu lixo, e já fedia pior que ralo; Corrupção, guias e mais guias, modelos, mortes, anorexia, modelos, BC interrompe taxa básica de juros, Reunião no congresso termina sem acordo e presidente vai ter que negociar, criança morre com bala perdida em favela...Fiquei cansado dos mesmos assuntos em diferentes títulos. Resolvi curtir alguns vídeos jogados na Net. Fiquei boquiaberto com um em específico, onde se pode ver que na natureza não existem apenas ignorância e crueldade, como muitas vezes assistimos por aí, até mesmo retratando o homem em certos significados. O vídeo começa com três búfalos, sendo um deles filhote, pastando na margem de um rio lamacento em algum lugar da África, sem perceber que a espreita estão alguns leões famintos, agachados entre a relva. Num segundo inesperado os leões correm em direção aos búfalos, e estes disparam em retirada, só que o filhote tem as pernas mais curtas, e sua velocidade deixa a desejar. Abruptamente um dos leões salta em cima do filhote, e os dois rodopiando, caem na água, outros leões ainda os alcançam e abocanham o búfalo caído na água, este se debate inutilmente, as presas são infinitamente fortes e agora são seis leões tentando tirá-lo do rio. O búfalo ainda tenta lutar, distribui coices vazios e tenta encolher a cabeça, largando chifradas logo em seguida. Tudo é inútil, a tristeza e a pena pelo animal me dominam. Senti na pele a fraqueza e a inutilidade de se lutar por uma derrota certa. A bravura do pequeno búfalo ia esmorecendo, o cansaço foi tomando o corpo do pobre animal, logo ele estava estático e quieto na boca de seis leões o tirando da água. Antes dos leões conseguirem tirar sua presa do rio, surge inesperadamente um crocodilo e começa a lutar com os leões para levar o búfalo pro fundo. Os leões puxam de um lado e o crocodilo puxa do outro, um pequeno cabo de guerra animal. O crocodilo estava em desvantagem, eram seis contra um, além dele pegar uma menor fatia da carne do filhote. Assim os leões vencem e o tiram do rio. Os seis leões se aglomeram em cima da presa e logo nos levam a pensar que tudo está perdido para o pobre búfalo. Não obstante reaparece o reforço; toda uma manada de búfalos veio em socorro ao precioso filhote, encurralando de todos os lados os predadores, que provavelmente agora se cagavam todo. Um búfalo de proporções bizarras, imediatamente se destaca do grupo e parte em direção a um dos leões mais afastados e o põe pra correr a base de chifradas. Isso encorajou o resto da manada. Os felinos agora estavam estáticos, apenas observavam o absurdo grupo de búfalos que se formavam ao redor. Impressionantemente o mesmo búfalo, animado pelo seu primeiro desempenho, desfere uma excelente chifrada em um outro leão, este voa uns três metros pra cima, e tão logo cai de pé, corre para longe. Uma porção da manada sai ao encalço deste felino ferido, enquanto outro dos leões foge antes de qualquer desastre maior. Os leões remanescentes se juntaram e eriçaram os pêlos das costas, mostrando os dentes afiados, ameaçando qualquer um que cruzasse a fronteira imaginária; entre o carnívoro e o ruminante. Inacreditavelmente o filhote de búfalo se levanta, dentre as patas afiadas do único felino que ainda o segurava, envolto por outros dois leões incrédulos que apenas ameaçavam a manada. Com dificuldade o filhote caminha em direção ao seu grupo, o leão ainda tenta segurá-lo, mas com a ameaça de um dos búfalos, o leão solta o pequeno e se encolhe em sua inutilidade momentânea. Não demora muito para os últimos felinos saírem em retirada com o rabo entre as pernas. Tudo isso orquestrado pela ficção natural, nada mais criativo que a própria realidade. Fiquei realmente excitado com este vídeo. Incrível como certas desgraças tomam um rumo diferente, bem na reta de chegada, uma curva pode mudar totalmente o sentido de uma estrada, e o que parecia ser um precipício, torna-se a ponte mais firme. Claro se olharmos do ponto de vista do pobre filhote de búfalos, que quase foi comido por crocodilo ou leões, pois se analisarmos do ponto de vista dos leões, estes ai se foderam feio, maré de fome total. As palavras chaves de outras páginas virtuais continuavam me seduzir, e tentando desfigurar meus sentimentos, iam me abduzindo ao longo da manhã. Estava preso há um mundo paradoxal de odeias, onde tudo é possível, e nada se fez real. A fantasia se torna mera imaginação neste sonho sem fronteiras. As cores estavam vivas, podiam se mexer, mesmo estática a retinas. A matiz se desenhava sozinha na tela. Sentia minha cútis um teclado pressionado por patas de animais, as informações inebriavam minha lucidez, a sensação existia, mas não era percebida; era uma mentira. Algo crescia dentro de minhas entranhas, remexia meu intestino do avesso, criando uma ânsia de vômito que não podia se tornar concreto, como tudo aquilo que me rondava. Minhas pupilas se dilatam aceitando as formas e os muros que me prendem. Um muro pro sol, que iluminava em nesgas de luz o pouco de minha sala, embora o infinito prendesse ainda mais a atenção em todas as cores do monitor. As páginas virtuais voavam em meio ao turbilhão de palavras e imagens, eu apenas queria verter em sonhos as fronteiras da minha fértil imaginação, sonhar com a feliz utopia em forma de simples e pura verdade, enquanto o mundo dizia que a esperança não passa de uma mentira. Entretanto nem o sonho me pertencia mais, fora vendido antes mesmo de me consultarem, até meus sonhos alguém queria me ditar. Vivia no mundo das quimeras envolto pela falsa felicidade do consumo; um dos embustes mais mentirosos de toda história. Sempre tinha em algum ponto da página alguma palavra como compre, invista, deposite, pague, adquira, obtenha, arrume, consiga, seja feliz comprando, consuma, compre, compre, compre, compre....Meu sonho agora é consumir, adquirir nas melhores promoções “o inútil” que nos preenchem todos os dias.. Estava um dia quente lá fora e o suor já escorria frio pelas minhas costelas, bem como senti uma brisa vindo da janela que me arrepiou todos os pêlos. As páginas continuavam abrindo e vendendo seus malditos links e produtos. A oferta é tão grande que se inventa a procura, cria-se em seus consumidores uma necessidade inexistente. O aglomerado de bizarrices humanas surge no meio de tanta oferta; Um gato fica maluco numa festa pelo consumo excessivo de cocaína, incrivelmente ele não morreu; um Senador norte americano decide processar Deus, pelas catástrofes naturais. O Senador ainda abriu o processo em várias cidades, pois Deus está em todas as partes; um beduíno pobre em Israel, que possui oito esposas, e com sessenta sete filhos, procura sua nona mulher; um artista decide pintar com o pau e fazer uma grande exposição na África do Sul; um chinês processa a esposa por ter mentido sobre a idade; milionária deserda netos e deixa fortuna pros cachorros; duas mulheres casadas com o mesmo homem, saem na porrada pra decidir quem doa o rim ao marido; Mulher furta sapato da moda e volta à loja para trocar; um engenheiro britânico, que roubou uma lotérica com o vibrador de sua namorada, foi condenado esta semana a cinco anos de prisão; Lá no meio das tantas, um curioso link se faz no canto de uma das páginas, junto a seguinte frase; Adentre O Mundo Da Verdade. Lógico que só poderia ser vírus. Resolvi ignorar, apesar da curiosidade crescendo em meus dedos conduzindo o mouse. Mesmo fechando a janela da página, ela ressurgia com a mesma frase, e na mesma indiscrição. Já disseram por aí, que a curiosidade matou o gato, e ainda, aprisionou a esperança na caixa de Pandora, porém da curiosidade também se fez a tecnologia. Existiam grandes chances de não ser um vírus, afinal estava em uma página confiável de alguma grande provedora de serviços de Internet. Cliquei pronto pro reboliço de imagens, esperava vasculhar os mais obscuros porões virtuais. Inesperadamente o computador desliga, interrompendo o barulho incessante de turbinas que saía de suas entranhas mecânicas. Tentei religar várias vezes inutilmente, parecia que havia sido destruído pela merda da minha curiosidade. Fiquei extremamente puto, o dinheiro não ia bem das pernas e não haveria como concertá-lo. Hoje tinha que vender alguns quadros e nada é certo neste ramo, tudo é de uma incerteza assustadora, nunca se sabe o dia seguinte. Cada segundo é muito mais que um grão de areia, é mais do que o próprio dinheiro, é uma agonia profunda ante as expectativas de um gozo divino. Fui à janela abri-la e me deparei com uma das visões mais tórridas de minha vida. O que deveria ser a paisagem de um bairro, tornara-se meu reflexo, na verdade me via por um monitor gigante, e atrás dele estava a minha pessoa. Eu estava me vendo de frente pro computador. Comecei a gritar incansavelmente pra chamar a atenção de mim mesmo, mas eu parecia não dar a mínima, continuava ali, vasculhando o inevitável mundo das quimeras. Eu era apenas um ser minúsculo preso em um mundo infindável de irrealidades, teclando, vasculhando sem dar a mínima atenção ao que realmente se passava lá fora. As falsas janelas iam se formando e abrindo em volta da sala, eu fora transportado para dentro da máquina e não fazia idéia de como me livrar disso. Fechei a janela do meu apartamento e ia fechando as janelas virtuais que se abriam sem propósitos. Eu estava confuso, além de aturdido pela improvável realidade que me consumia. Busquei sair de casa, ver o mundo de verdade lá fora, contudo ao abrir a porta, a luz me cega os olhos e nada mais é visto. Começo a flutuar em cima de uma luz secular, tudo brilhava ao meu redor. Uma parede de luz flutua paralelamente, até se perder a vista, tanto a cima como pra baixo. De repente, não mais que de repente, ela toma forma de um cilindro e me envolve, rodando em uma velocidade inacreditável. Isso estava melhor do que qualquer doce ao qual já havia experimentado. O cilindro começou a me nutrir de informações, todas possíveis, além de imagens inimagináveis, como miríades de estrelas rasgando o ventre da galáxia. Mas em todos os excessos trazem contígua sua nódoa de terror. A luz cravou em minha pele e começou a sugar toda minha força vital, tal qual um vampiro. Estava exausto e ensopado de suor, a tez escorria suas gotas me cegando diante o palco que se formava ante todas as luzes, e todas as loucuras. Nada podia fazer diante o tudo de luz que me envolvia e me roubava a vida. Berrei num ódio sôfrego repleto de tormento e dor. E tudo se fez trevas.
Meus olhos custaram a abrir. Sentia todo o peso das pálpebras sobre meus olhos. Um certo desconforto embaçava minhas retinas. Meu corpo sentira o cansaço destes últimos dias de folia. A cerveja e os bagulhos acumularam-se todos em meus sentidos. Tudo agora fazia mais sentido, o que me fez rir olhando para o teto. Cocei a vista com os punhos e fiquei de pé num segundo. Acordei com um puta tesão de mijo, fui no Box e dei uma grande esguichada, é quase impossível mijar de pau duro. O sonho ainda alimentava minha fértil imaginação. Ainda podia ver as luzes me envolvendo formando aquele tubo sensacional, eu transformado em gigante, preso na masmorra do monitor, tudo estava bastante incrível.
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MensagemAssunto: Re: No País Das Maravilhas Virtuais   Dom Nov 11, 2007 2:43 pm

Continuando...

Podia se tornar um quadro certamente. Conferi as horas no celular; eram dez da manhã. O tempo massacrava meus segundos enquanto eu ainda tentava situar meus pés no chão. Olhei pra toda casa e vi a zona que se encontrava meu apartamento. Quadros jogados em todos os cantos, papeladas abandonados na escrivaninha do quarto, a cama sempre desarrumada, uma terrível desordem em lugar dos móveis. Cocei o saco e caminhei ao redor da sala estragada pela minha preguiça. Não havia muitos móveis no cômodo. Apenas o suficiente; cama, computador, televisão e uma estante de livros de bolso, onde também descansava uma televisão e um aparelho de DVD. Claro que as telas infectavam todo espaço possível. Muitos dos quadros estavam inacabados. Liguei o computador e fui tomar um banho frio. A água arrepiou cada vértebra de minha coluna, no mesmo instante o coração decola e sobe engasgando a boca. O sabão estava no fim, teria que comprar alguns pacotes. Anotei em minha agenda mental e terminei meu banho, sem punheta desta vez. . Enxuguei numa pressa absurda, deixando as costas ainda molhada, vesti uma cueca, e relembrando o sonho, fui direto para a estante em busca da ponta; a salvadora das manhãs. Mas ela não estava lá, só em sonho mesmo. Iniciei o MSN, entrei no orkut, abri o jornal de hoje e entrei nos meus e-mails. A maioria das coisas eram lixos virtuais. Minha boca ainda estava seca pelo pseudopesadelo que me atormentara, fui à cozinha beber um copo de água gelada pra acalmar os nervos. O problema é que não havia água gelada. Esqueci de encher as garrafas, assim lá estavam elas, vazias em cima da pia. Refresquei com que tinha a mão e voltei pro universo digitalizado. Comecei a verificar meus e-mails e lá estava ele, o vídeo dos búfalos. Algo bem familiar naquele vídeo. Fiquei assustado ao me lembrar do sonho, meus olhos tornaram-se esbugalhados e eu tirei rapidamente da tomada o computador. Não saberia dizer o que me assustava tanto. Os olhos continuavam estarrecidos, sentia-os abertos mais que o comum, chegava a arder as pupilas de tão esticados. Cocei os olhos e eles voltaram ao normal. Ao abri-los estava tudo diferente, não parecia mais o meu apartamento, a sala era dez vezes maior. Na verdade não foi a sala que cresceu, pude perceber que foi eu quem havia encolhido. Tudo estava tão grande e minha perspectiva fora diminuída drasticamente. Precisava descobrir o que estava acontecendo, não sabia mais o que era sonho, ou o que era a realidade. Era uma verdadeira guerra de sentidos, significados e interpretações. Olhei ao redor e pude ver no monitor, ele ainda estava ligado apesar de fora da tomada. Corri para trás e pude constatar que do outro lado da tela, tudo estava em seu tamanho natural. Precisava chegar até lá, não podia ficar neste mundo minúsculo. Estava um pouco assustado e aflito. Minhas pernas fraquejavam, enquanto sentia meu estomago ruir, as lágrimas chegaram a umedecer um pouco meus lábios. O gosto estava doce, não salgado como o de costume. Fiquei observando ao redor se achava um jeito mais fácil de se chegar ao monitor, sem ter que subir em nada. Porém algo veio se arrastando pela porta da cozinha, meu sangue gelou. Eu era uma presa fácil deste tamanho. Todo o meu medo se tornou nojo em meados de segundos, aquilo que se arrastava saindo da cozinha era uma maldita barata. Tive ânsias de vômito, contudo consegui me conter. Não esperei saber pra que ela vinha em minha direção, Corri rumo à poltrona e arremessei meu corpo para cima, conseguindo escalar até ficar sobre ela. Podia ver melhor o resto do apartamento. Lá ao longe também vinha a barata, esgueirando-se dentre as vielas da razão, tentando lhe comer, lhe dizer algo, lhe alertar, mas eu fugia por não saber, ou não entender aquilo tudo que ela me dizia. De onde eu estava, não conseguiria chegar ao monitor, precisava pular pro Cpu, então galgar a estante e finalmente chegar ao meu destino. Não perdi muito tempo e rapidamente já estava em cima da estante, pronto para chegar perto do monitor. Olhei pelos lados para ver se achava a barata, todavia ela sumiu do meu campo visão, poderia estar em qualquer lugar. Decidi continuar pela busca do monitor, e perto dele estava uma pequena surpresa. A Ruiva Tatuada fazia pose bem em frente ao monitor, como se esperasse alguma coisa, ou alguém. Mostrava nitidamente uma inquietação no jeito que parava encostada próxima da base de sustentação da tela. Aproximei-me calmamente pelos flancos, sem deixar rastros de meus movimentos. Pé ante pé num estrépito seco, carregava toda minha perícia num passe de mágica de um mago. A Ruiva encontrava-se mais gostosa do que nunca. A saia curta mostrando as coxas brancas e rechonchudas, dando ênfase a uma bunda linda e enorme. Minha mão coçou pra não apertá-la. Em surdina sussurrei em sua orelha:
- Não esquece que o fogo quando vem, transforma e queima tudo...
Esperei alguma reação com um forte sorriso nos lábios, repleto de sacanagem e sarcasmo. Neste exato segundo em que dou meio passo para trás quando ela se vira, instintivamente dou outro passo inteiro e maior que o primeiro. A ruiva ostentava uma bela e horrenda carranca de barata. Não sabia exatamente se esta mulher tinha cara de barata, ou se a barata havia se fantasiado de mulher, mas o nojo me dominou e eu regurgito no chão. O inseto observando isso, larga mão de seu pudor, largando-se de quatro no chão e lambe todo o vômito com paixão e um tesão sublime. Aproveitei aquele regozijo escroto e me lancei de contra a tela e ultrapassei violentamente para o outro lado do monitor espelho. Sou cuspido no chão da sala batendo a cabeça no chão com violência. Sinto o sangue quente em minha testa e o seu gosto salgado na garganta.
Meus olhos custaram a abrir. Sentia todo o peso das pálpebras sobre meus olhos. Um certo desconforto embaçava minhas retinas. Meu corpo sentira o cansaço destes últimos dias de folia. A cerveja e os bagulhos acumularam-se todos em meus sentidos. Tudo agora fazia mais sentido, o que me fez rir olhando para o teto. Percebi que tinha dormido no chão da sala. Senti a cabeça latejando, como se pulsasse o crânio comprimindo meu cérebro. Lembrei da porrada que me acertara quando eu caí da tela do monitor. Achei aquela loucura toda, muito engraçada, o que me fez rir sozinho no meio da sala. Cocei a vista com os punhos e fiquei de pé num segundo. Acordei com um puta tesão de mijo, fui no Box e dei uma grande esguichada, é quase impossível mijar de pau duro. Neste exato momento fiquei estático. Estava parado no banheiro olhando e procurando alguma coisa que deveria estar ali; minha sanidade, um parafuso ou quem sabe uns neurônios novos? Contudo eu sabia que era mais medo do que curiosidade, estava começando a me assustar. Permanecia preso num ciclo de acontecimentos sem fim e não conseguia sair dele. Saí aos poucos do banheiro. Primeiro, apenas a cabeça, para depois sair com o corpo. Procurei algo de extraordinário no meio de alguma névoa, todavia nem névoas se viam. Em pequenos passos fui até meu quarto e me tranquei lá dentro; ligar o computador é o caralho! Comecei a colocar umas camisas tampando o pequeno espaço entre o chão e o final da porta, nada poderia passar por ali. Não iria ao centro hoje vender merda alguma, tinha que me livrar desta maldita rotina de acontecimentos, e ficar trancado no quarto é uma excelente opção. Encolhi-me em um cantinho do quarto e comecei esperar algo de suntuoso, uma daquelas coisas que só acontecem em sonho, a loucura em sua forma mais forte, ou na verdade as respostas interpretativas de todos os enigmas. A simbologia em seus diferentes estudos. Pura merda. A inquietude começou a afligir meus dedos, então os entrelacei e abracei meu joelho. A espera era longa, sempre a procura, olhando, prostrado, perscrutando minha imaginação e o quarto que me cerca. Reparei que a janela estava aberta, resolvi fechá-la rapidamente. Em seguida voltei pro meu canto. O tempo massacrava meus segundos enquanto os minutos se tornavam horas, e o que parecia medo, fora se tornando uma enorme palhaçada. Desisti de ficar parado ali fazendo porra nenhuma e peguei um livro jogado no chão pro dia passar mais rápido. Ao abrir o livro, as palavras todas caem no chão, formando um grande labirinto de letras incompreensível. Um sorriso insano recobre minha face, fazendo eu fechar o olho imediatamente. Logo que abri, o livro é que estava no chão, poderia apenas ter sido minha imaginação, ou uma falha na conexão com a rede dos sentidos. Coloquei o livro de lado, desistira dele, não queria abusar de minhas visões, imagina se os personagens decidem sair do livro, eu estouro meus miolos aqui mesmo. De súbito uma pequena barata pousa em minha janela. Não queria mais esperar as coisas acontecerem, iria enlouquecer desta maneira. Deste modo abri a janela e matei a maldita da barata com a palma da mão, num ataque de raiva repentino. A gosma branca espirrou em várias direções, inclusive em mim, o que me fez quase vomitar. Olhei para minha palma para ver o estrago, os resquícios da barata ficara presa em minha mão pela violência da batida. Era mais que nojento. Fechei a janela apressado; nunca se sabe. Algo começou a fazer a minha palma arder, não sabia bem porque. No segundo seguinte já havia limpado a mão em uma camisa usada que estava no chão. Outras duas baratas pousam em minha janela e começam a zanzar pelo vidro, vão de um lado a outro procurando passagem, querendo dizer algo, mostrar os fatos, quem sabe o que elas queriam? Mas eu não as queria, tinha repugnância de suas formas e de sua consciência doentia. Tinha que evitar a todo custo sua entrada. Fechei a persiana para elas não me acharem dentro do quarto. A angústia foi se aliando ao medo, fazendo brotar um pingo de suor que desce a tez, despencando do queixo e gotejando ao chão. O pingo pareceu desabar em câmera lenta, e foi crescendo a medida que caía, até explodir no ladrilho como um grande pingo. Inclusive acharia estranho, mas nesta altura do campeonato, nada mais era bizarro. O piso ficou molhado, formando assim uma grande poça no meio do quarto. Peguei a camisa usada, na qual limpei a mão da gosma de barata, e comecei a enxugar tudo. Entretanto, quanto mais eu secava, mais molhado se tornava o piso. Rapidamente abri a porta do quarto, fui à cozinha, peguei um balde repleto de água e despejei a água em todo o quarto. Realmente surpreendente. A água evaporou a própria água. O cômodo estava seco e limpo. Subitamente pingos de chuva começam a martelar a janela incessantemente, são pingos pesados, parece um verdadeiro dilúvio lá fora. O som era assustador, não havia trovões, apenas as tijoladas estremecendo a janela com brutalidade. Infelizmente sou guiado pelas curiosidades do mundo, tal qual os filósofos no topo dos prédios mais altos, tentando enxergar o horizonte eterno de conhecimento. O som do impacto só tende a crescer, a janela vibrante quase cede, mas agüenta firme, apenas deixando um fraco sentimento de impaciência. Aproximei da vidraça em passos módicos e, cheio de cautela, cheguei lentamente pro lado a persiana. Não acreditei no que vi, uma torrente de baratas cai na cidade, uma das cenas mais nojentas que já presenciei. Algumas baratas se espatifam na vidraça com imensa ferocidade, explodindo algumas delas, lançando gosma no vidro. A tal gosma parecia ácida. Um fio de fumaça começa a sair do vidro, enquanto o som de algo fritando em borbulhas o derrete. Uma rachadura imensa começa a se formar a partir destas pequenas bolhas. No desespero do terror, largo a persiana e começo a correr em direção à porta. O som das rachaduras começa a crescer, e num estardalhaço ensurdecedor a vidraça explode em mil pedaços. Consigo ainda sentir os vidros me atingindo as costas, alguns chegando a cortar minha carne.
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MensagemAssunto: Re: No País Das Maravilhas Virtuais   Dom Nov 11, 2007 2:45 pm

Continuando...

Uma barata pousa em meu ombro, logo me arremesso pra fora do quarto fechando a porta desesperadamente, e mesmo assim, consigo ainda ver a aterrorizante imagem criada pelas quimeras da consciência. Uma avalanche de baratas envolve o quarto e voam desesperadas em minha direção. Felizmente tive tempo de fechar a porta há tempo. Uma colisão terrível entre o incrível número de insetos e a porta, faz esta envergar e voltar pro seu estado normal. Nesta porrada da porta, a barata que estava no meu ombro vai ao chão. Dou uma gargalhada pelo meu êxito de conseguir escapar ileso. Parto em direção à sala, quase tropeçando em meu desespero, entretanto logo nos dois primeiro passos, deparo-me com um mar de baratas que já me esperava na sala e, num zunir frenético pelo vento de suas asas voando, atacam-me todas de uma vez. Sinto o cheiro fétido que me envolve acompanhado pelo fremir das asas, seguido pelas incontáveis alfinetas de suas patas pousando e furando minha pele. Atiro-me ao chão num grito de desespero e insanidade. As baratas começam a invadir meu corpo, rasgam a pele, perfuram os ossos, alastram-se pelos poros da pele, submergem por todos os orifícios; ouvidos, narinas, uretra, anus e adentram minha boca. O gosto de merda e ralo toma conta de toda minha percepção. Minha consciência fica repleta de pensamentos desfigurados, construídos para apenas justificar o que tem de prazer a mim, e mais ninguém. Vejo o tráfico de ideais me transformar em um pirata egoísta. O caos urbano soterra minha noção de paz, de cooperação nuclear entre todos os citadinos, deixando-me asqueroso, tal qual a barata. Vejo-me corrupto e fechado ao que não me dá prazer, só o meu prazer importa ou vale. Os valores são regrados de acordo com minha nova face de imoralidade, mas não apenas aparente, mas antiético e absurdamente fechada ao coletivo. O que vale agora, é a lei da venda, da compra e do consumo sem limites em prol apenas do prazer. A violência é apenas um meio de se manter a ordem das coisas e da hierarquia clássica. Minha epiderme começa a sofrer transformações, junto o sangue começa a ferver e salpicar gotas pelos meus poros. De súbito todas as baratas se distanciam, assim levantei e olhei meu aspecto nojento; tornara-me uma barata gigante. Vomitei no chão e me vi caindo semi-inconsciente de rosto no vômito.
Meus olhos custaram a abrir. Sentia todo o peso das pálpebras sobre meus olhos. Um certo desconforto embaçava minhas retinas. Meu corpo sentira o cansaço destes últimos dias de folia. A cerveja e os bagulhos acumularam-se todos em meus sentidos. Tudo agora fazia mais sentido, o que me fez rir olhando para o teto. Estava com um pouco de medo reconheço, não sabia mais o que poderia ser real, verdade ou invenção de uma mente doentia. Cocei a vista com os punhos e fiquei de pé num segundo. Acordei com um puta tesão de mijo, fui no Box e dei uma grande esguichada, é quase impossível mijar de pau duro. Parei por um segundo e me deixei ponderar. Tive uma leve impressão de dúvida. Contudo eu sabia que era mais medo do que curiosidade, estava começando a me assustar. Permanecia preso num ciclo de acontecimentos sem fim. Decidi ignorar tais sentimentos e continuar com meu dia. Conferi as horas no celular; era meio dia. Eu estava na merda e atrasado, ia ser difícil achar um ponto bom e vazio no Centro da cidade pra vender os quadros. Estas horas o Largo da Carioca não dava pé, teria que ficar em outro canto, quem sabe? Depois que me decidir teria que avisar pro Beiço. O tempo massacrava meus segundos enquanto eu ainda tentava situar meus pés no chão. Olhei pra toda casa e vi a zona que se encontrava meu apartamento. Quadros jogados em todos os cantos, papeladas abandonados na escrivaninha do quarto, a cama sempre desarrumada, uma terrível desordem em lugar dos móveis. Cocei o saco e caminhei ao redor da sala estragada pela minha preguiça. Não havia muitos móveis no cômodo. Apenas o suficiente; cama, computador, televisão e uma estante de livros de bolso, onde também descansava uma televisão e um aparelho de DVD. Claro que as telas infectavam todo espaço possível. Muitos dos quadros estavam inacabados. Pensei muito antes, e acabei não resistindo ao meu patético vício, liguei o computador e procurei alguma barata louca ao redor, sem êxito fui tomar um banho frio. A água arrepiou cada vértebra de minha coluna, no mesmo instante o coração decola e sobe engasgando a boca. O sabão estava no fim, teria que comprar alguns pacotes. Anotei em minha agenda mental e decidi descolar uma longa punheta. A imaginação e fantasia pode ser melhor q qualquer revista pornô. Fiquei um bom tempo me masturbando, detalhando cada minúcia de minha foda imaginativa, as curvas de mulheres perfeitas que já passaram por mim, as formas de seios túrgidos, pronto à minha boca sedenta. O gozo estava por vir, sentia sua aproximação explosiva, então fiquei pensando em bundas, amo uma boa bunda de quatro, não há coisa melhor. O tesão explode e acaba no chão, pego um lenço de higiênico e limpo o ladrilho. Logo em seguida jogo seus vestígios na privada. Depois da gozada às vezes dou uma mijada. Foi justamente quando me coloco de frente à privada, vejo bem no canto da parede, quase atrás do vaso, uma enorme ponta; O grande milagre do dia. Não hesito em pegar e a acendo na sala deixando seu perfume infestar a atmosfera. Não demora muito para eu perceber o computador ligado e ficar encarando a abdução que sofri ao longo de um pesadelo, um dos maiores e mais impressionantes que eu já sonhei, sem contar também que foi o único pesadelo que se fez prisão. Deve ser isso, qualquer pesadelo torna-se uma prisão dos sentidos, é impossível sair sem seqüelas. Estas malditas e benditas máquinas que nos comandam, pensamos que estamos no comando; mera ilusão. O computador já esta no topo da comunicação. Muitos excluídos, mas quem quiser governar ou estar no poder, vai ter que ter acesso, ou será mero fantoche de alguém que o tenha. Por sua vez aqueles que detém a máquina, acaba se tornando mera marionete da própria. Entre o vício e o poder; encontra-se o homem perdido e impotente a sua própria criação. Na cozinha bebi um copo d’água e joguei a bagana no lixo próximo a pia. Vesti-me com singular significância, precisava estar apresentável para vender os quadros.Os consumidores notam este tipo de coisa; fazer o que? Vesti uma calça preta, uma camisa social clara e sapatos. Voltei para a cozinha para comer alguma coisa, infelizmente havia acabado tudo, não havia nem frutas, teria que comer algo na padaria perto de casa. Peguei o livro de bolso, o celular, a carteira e vi a barata ao lado desta. Senti um arrepio ao me lembrar do pesadelo, de tudo que vislumbrei nítido como a realidade. Encarei a barata algum tempo e, sentindo um leve desconforto pelo modo como me transformei, por um momento talvez, em algo mesquinho e individualista, a coloquei no bolso. Peguei quatro quadros prontos e assinados, embrulhei todos eles com jornal para não danificar, e ainda amarrei em volta um plástico protetor repleto de bolinhas. Não resisti e fiquei um tempo estalando algumas destas bolinhas, é impossível resistir. Ouvi o som do computador ligado e me lembrei de desligá-lo. Eu ainda tinha o carro de Fábio, entretanto parar no Centro é uma merda. Foda também seria ir de ônibus com aquela merda toda, e táxi então nem pensar. Liguei pro Beiço para aumentar minhas opções:

- Alô?
- Qualé Beiço, João Marcelo. Tem como você me pegar aqui em casa? To com muito quadro aqui pra levar de ônibus.
- I cara, meus pais estão usando o carro a trabalho, nem tem como. Ta partindo agora pro Centro?
- To sim, mas to sem como ir...
- Como você vai normalmente vender os quadros? – Ao fundo do telefone ouvia outras vozes discutindo. De certo a namorada com quem ele mora a alguns anos. Eles vivem em altas e baixas discussões, mas sempre discutem algo.
- Eu normalmente pego carona com alguém. Certa vez, fui vender em uma feirinha ali na Barra, o Fabio me levou no carro dele. – O som de Leila, a namorada de Beiço, falando e mexendo no telefone intensificou-se, como se ela forçasse para desligar o telefone na marra. De repente o tel bate na minha cara e a conversa termina por ai. Fodam-se eles, tenho mais o que fazer; vou de Metrô. Peguei os quadros e saí desengonçado. Logo em seguida tranquei a porta de casa e, numa reflexão peculiar, fui tentar a sorte de um sonho grande; às vezes durmo e não sei se estou acordado, e às vezes estou acordado e penso que ainda durmo. Mas eu não sou louco.
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MensagemAssunto: Re: No País Das Maravilhas Virtuais   Dom Nov 11, 2007 2:45 pm

VSF que eu vou ler essa merda toda!!
MHUAHSUASHAU
sacanagem...
depois eu leio xD

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MensagemAssunto: Re: No País Das Maravilhas Virtuais   Dom Nov 11, 2007 4:08 pm

Caralho Steve, isso foi ctrl c, ctrl v.... Porra olha o tamanho... HMMMMMMMM!!
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MensagemAssunto: Re: No País Das Maravilhas Virtuais   Dom Nov 11, 2007 4:10 pm

RitcH=D escreveu:
Caralho Steve, isso foi ctrl c, ctrl v.... Porra olha o tamanho... HMMMMMMMM!!

Juura que foi ctrl c ctrl v?
O que que eu disse no início do tópico?

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MensagemAssunto: Re: No País Das Maravilhas Virtuais   Dom Nov 11, 2007 4:18 pm

Porra até parece que eu vou ler essa porra toda, a do gemido que foi um lixo eu li... entao esse nao vou ler mesmo, depois vo me arrepender de ter perdido 20 min da minha vida lendo isso ¬¬!
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MensagemAssunto: Re: No País Das Maravilhas Virtuais   Dom Nov 11, 2007 4:31 pm

hahahaha
eu disse que eu ia ler, mas nao vou porra nehuma xD


eu comecei a ler um dele lá no blog e achei sem graça...
sou mais os do Charles

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MensagemAssunto: Re: No País Das Maravilhas Virtuais   Dom Nov 11, 2007 4:32 pm

suAHSHUAHUsuuaHU!! Eh isso ai Ed!
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MensagemAssunto: Re: No País Das Maravilhas Virtuais   Dom Nov 11, 2007 4:35 pm

A do gemido fui eu que escrevi.

E, as poesias pequenas lá do Blog dele eu também não gosto, mas esse conto tá foda.

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MensagemAssunto: Re: No País Das Maravilhas Virtuais   Dom Nov 11, 2007 6:59 pm

¬¬ quando tiver saco leio...
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