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 Relatos De Um Sombrio Dia De Inverno

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Steve
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MensagemAssunto: Relatos De Um Sombrio Dia De Inverno   Dom Nov 11, 2007 10:02 am

A maioria aqui já deve conhecer...

Relatos De Um Sombrio Dia De Inverno

Estava lá eu. Enchendo meus pulmões. Buscando coragem dos lugares mais inimagináveis (ui). Até meus longos cinco anos de vivência, nunca havia tido uma experiência tão excitante. Ela na minha frente, tirando vagarosamente sua roupa.

- Pode terminar o dever, Joãozinho! – disse ela, ao tirar finalmente o casaco, deixando seu braço gordo e irregular à mostra. Eu não fazia idéia do nome dos “pneusinhos” do braço, mas os achava bastante sexy.

- Erm.. Fessora... – disse eu, em uma inútil tentativa de declarar o que eu realmente sentia.

- O que, Joãozinho? – ela perguntou, movendo seus lábios de maneira cativante.

- Nada não... – respondi. Aquele ainda não era o momento. Eu sentia que não era. Precisava adquirir mais auto-estima, até o final da aula.

“AH, vai Joãozinho, pode chupar, toma” “Ah, fessora, valeu... Que gosto bom... Nossa! Posso chupar outra vez?” “Ah, pode sim, Joãozinho. Pode chupar quantas você quiser!”

- Joãozinho! Acorda menino! – meu momento de prazer durou pouco, fui logo acordado. Porém, agora eu estava mais confiante. Não sei se necessariamente por causa do sonho com a bala de menta. Talvez fosse.

- Professora, tenho algo para te dizer. – falei, todo animado.

- Que foi...? – ela silabou para si mesma, mas não teve a oportunidade de dizer. Fora interrompida por um apagador que caiu bruscamente ao chão. Aquilo não era bom. Cheirava a mau presságio. – Que foi, Joãozinho? – ela disse, finalmente.

- Não, nada não. – Eu continuei olhando para minha folha de exercícios, compenetrado. Será que eu realmente devia falar? Estava me dando vontade de fazer cocô, para completar. Aquele ainda não era o momento.

- Fessora, posso ir no banheiro fazer cocô?

- Pode, Joãozinho, pode. – ela parecia estar corrigindo provas, porém, quando passei por sua mesa, posso jurar que vi uma revista de homem pelado. Afinal, o que aquela professora pretendia com aquilo? Já estava decidido a contar aos meus pais.

Chegando ao banheiro, algo não cheirava bem. Fui rapidamente para uma cabine , me sentei, e comecei a cagar. As mensagens desenhadas nas portas das cabines me assustavam. Algumas falavam de mortes. Mas, a maioria, falava de pessoas que foram comidas por outras. Naquele colégio, as pessoas deviam ser todas canibais sem escrúpulos. Voltei então a pensar na professora. Como eu poderia lhe dizer o que sinto? Pensei em uma infinidade de possibilidades, e, quando me dei conta, o tempo já havia passado. Quarenta minutos desde que entrei naquele recinto, para ser mais preciso.

Não me limpei direito, apenas levantei as calças e fui embora daquele maldito lugar. Caminhei calmamente pelos longos corredores que levavam à minha sala. Passei por várias portas. Podia jurar ouvir pessoas gemendo de dentro delas. Em uma das vezes, minha curiosidade falou mais alto e eu adentrei uma daquelas portas. Quem quer que estivesse sendo maltratado, eu não poderia deixar aquilo acontecer.

- Vai embora, porra! – disse um homem, assim que entrei. Não posso negar, me caguei (novamente) de medo. Acho que o vi pelado, sobre uma mulher. Devia ser a forma com que faziam sacrifícios humanos. Não me arrisquei nem mais um segundo ali, saí rapidamente e corri para minha sala, passando pelos terríveis gemidos.

- Que foi que aconteceu, Joãozinho? – perguntou Ela, ao me ver entrar na sala daquele jeito. Eu estava suado, pingando, tremendo “as pampas”, como diria a minha avó. Olhei para seu rosto sedutor. Aquelas rugas não me enganavam. Estava começando a suspeitar de seu envolvimento com os sacrifícios.

- Professora, você terá de ser sincera comigo agora! – exclamei, inflado de coragem e justiça.

- Nossa... Que foi, Joãozinho? – ela perguntou, tirando seus profundos óculos de grau e os colocando em cima da mesa.

- Até que ponto você está envolvida com os sacrifícios?!

- An...? Olha, Joãozinho, não sei do que você está falando...

- Não se faça de sonsa! Sabe muito bem! Os gemidos... as salas...

- Você está falando... “Daquilo”?

- Sim! Isso mesmo professora!

- Bem, Joãozinho, isso é o que nós adultos fazemos...

- Essa desculpa não cola... Antes eu te amava! Mas não amo mais! Vou contar tudo pros meus pais! – saí correndo dali. Era tudo uma grande conspiração, e, naquele momento, eu só queria poder confiar em alguém. Pensei em meus pais, mas estava começando a desconfiar que eles também realizavam tais sacrifícios... Corri para o mais longe que pude, chorando. Tranquei-me no banheiro. Fiquei lá por mais ou menos cinco minutos, quando comecei a ouvir gemidos vindos de lá também.

“Mas até aqui!?”

Arrombei a porta, e me deparei com a imagem mais decepcionante de minha vida. Meus pais. Ali. Fazendo. Sacrifícios.

- Até tu, mãe! – exclamei, bravamente, antes de voltar à correria. Dirigi-me à entrada do colégio, dei um chutão na porta e fui para a rua, em busca de esperança. Aos gritos e choros, cheguei na esquina, e para minha surpresa, vi mais pessoas realizando rituais. Dessa vez eu nem pensei, me virei bruscamente para o outro lado. Porém, vi a mesma coisa. De repente, o mundo todo realizava sacrifícios, ao mesmo tempo, quase que sincronizadamente. Me ajoelhei no meio da rua e gritei bastante alto. Para minha surpresa, o grito funcionou. Todos interromperam o ritual e olharam para mim. Olharam com uma cara sedenta. Bastante sedenta.

Já estava na cara, eu seria a próxima vítima.

Eles me cercaram. Eu tentei correr, mas não pude. Pouco a pouco, eu estava sendo sufocado por todas aquelas pessoas. Meus pais, a professora, o homem que antes havia gritado comigo, e mais milhares delas, peladas. Sedentas. Rasgaram minhas roupas, começavam a passar a mão em mim... Gritei o mais forte que pude, mas fui sufocado novamente.

“NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!”



Eu acordei, ofegante. Fora tudo aquilo apenas um sonho? Será mesmo? Era muito real... Olhei o relógio. Duas e sete da manhã. Eu não ia passar o resto de minha noite dormindo ali, sozinho, com medo. Peguei Teddy, meu urso de pelúcia, e levantei-me da cama a passos suaves, incertos. Abri calmamente a porta, e me dirigi ao quarto dos meus pais. Ao chegar lá, o mundo desabou. Larguei Teddy, e ele caiu no chão, quase que sem fazer barulho.

De uma hora para outra, o meu pesadelo havia se tornado realidade. Meus pais estavam realizando um tremendo de um sacrifício. Naquele momento, eu gelei. Meu pai falou algo como “O que faz acordado a essa hora, filhinho?”. Mas eu nem ao menos prestei atenção. Até hoje, com meus bem vividos sessenta anos, faço terapias psiquiátricas periodicamente. Eu nunca me esquecerei daquele dia. Para vocês que estão lendo, eu desejo sorte em suas vidas. Que não tenham o mesmo destino que eu... Espera aí... Eu ouço gemidos... Preciso me despedir, antes que seja tarde!
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MensagemAssunto: Re: Relatos De Um Sombrio Dia De Inverno   Dom Nov 11, 2007 4:10 pm

PQP!! QUE CONTO HORRÍVEL VAI SE FUDER!!
ushuAHUshuASHUa... Nao fode leio isso tudo pra falar de gemidos ,,|,,!
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MensagemAssunto: Re: Relatos De Um Sombrio Dia De Inverno   Dom Nov 11, 2007 4:16 pm

Hahahahahahahahahah!!!
isso ai...
nao achei a minima graça nisso

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MensagemAssunto: Re: Relatos De Um Sombrio Dia De Inverno   Dom Nov 11, 2007 4:16 pm

Pois é... Foi horrível ¬¬!
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Slade

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MensagemAssunto: Re: Relatos De Um Sombrio Dia De Inverno   Ter Nov 13, 2007 12:02 pm

Essa história foi ele que fez XD
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MensagemAssunto: Re: Relatos De Um Sombrio Dia De Inverno   Ter Nov 13, 2007 12:03 pm

Eu sei =D!!
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Slade

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MensagemAssunto: Re: Relatos De Um Sombrio Dia De Inverno   Ter Nov 13, 2007 12:07 pm

ficou engraçada
só entendi no final =/
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MensagemAssunto: Re: Relatos De Um Sombrio Dia De Inverno   Ter Nov 13, 2007 12:24 pm

O final era a graça, mais ficou horrivel!
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MensagemAssunto: Re: Relatos De Um Sombrio Dia De Inverno   

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